ANSEIOS
Um sorriso
A encher-me a vida,
Tão concreto,
Tão real
Quanto a névoa da manhã.
Mas vejo as faces de alguém
Ou apenas contemplo
Miragens de anseios,
Incontidos, de ver-te,
Minha Mãe?
(Poema de Francisco Dantas, maio/junho de 2008)
EU TENHO BOA ESTRELA, JÁ FIZ MUITAS VIAGENS, MAS NUNCA PERDI O NORTE E DELAS TODAS VOLTEI.
MINHA ESTRELA
Brilha, minha estrela,
Brilha e rebrilha em meu coração.
Meu céu é claro, há muita luz,
Supera as trevas, destrói as sombras.
És toda luz, sou todo luz, intensidade,
Que confunde os maus e embevece os bons.
Brilha, minha Estrela, que eu te amo,
Brilha e rebrilha no meu coração.
(De Francisco Dantas, Instantes Poéticos, 2006, p. 68)
POÉTICA
Meu bem-querer,
Não te assustes.
Eu sou teu anjo:
Sem asas,
Sem espadas de fogo,
Sem aureola,
Sem curriculum vitae
E sem santidades.
Sou humano e mortal,
Determinado, porém,
A velar por ti
Com toda a força
Dos sentimentos
Dos meus versos.
(Poema de Francisco Dantas, Instantes Poéticos, 2006, p. 79)
UM DRINQUE!
Cante um blues
E o meu coração
Te possuirá
Para sempre...
Toque um blues
E a paixão dedilhará
Todas as notas
Dos graves mistérios
Dos nossos corações...
Bebamos um blues
E entre nós jamais haverá
Compassos de espera.
(Poema inédito de Francisco Dantas, 2008)
Hoje quero apresentar um poeta angolano - DAVID MESTRE - autor de "Crônica do Ghetto" (1973) e de "Do Canto à Idade" (1977). Possui colaboração literária dispersa pela imprensa e publicações especializadas de todos os países de língua portuguesa. Participou como poeta e leitor de poesia em filmes de Antônio Ole e Ruy Duarte. Representado em antologias de poesia angolana e traduzido para castelhano, francês, inglês e russo. Reside em Luanda.
O POETA DEVE
O poeta deve
manter-se perfilado
em andamento
respeitar o sinal
no cruzamento
manejar assim
o armamento
saber guardar
recolhimento
e não deve
tocar douvido
o instrumento
extraviar
o fardamento
com prometer
o cumprimento
deste burocrático
regulamento.
ARTE POÉTICA
Pousa o tempo
sobre os ombros
e (d)escreve
apenas
erosões
dum rasto
de Sol
na pedra lisa
O BRAVO SANDOKAN
Quantos tiveram de
tombar
para que fosse
teu o seu instante
nesse antigo jogo
da bola
de cristal
onde
podias ter sido
o bravo Sandokan
e não foste
sequer
o pobre malaio
que desce
de pés nus
as lajes do tempo
Dados biográficos e poemas extraídos do livro NAS BARBAS DO BANDO (1985, p. 24, 27 e 35))
DESDE JÁ, COM A FOLGA DOS DIAS SAGRADOS, DESEJO AOS AMIGOS E ÀS AMIGAS UMA FELIZ PÁSCOA. QUE TUDO DE BOM NOS ACONTEÇA PELA PASSAGEM DESTE RESTO DE ANO. UM FORTE ABRAÇO A TODOS E A TODAS.
TEMPO IV
Não diga adeus!
O adeus não existe
Para quem é presente.
VEJAM MAIS FRANCISCO DANTAS EM: http://www.youtube.com/watch?v=TXk_fRs_Cec
(Poema de Francisco Dantas, 2008)
NÃO SEI SE JÁ POSTEI AQUI ESTE POEMA, MAS, COM ELE, DESEJO HOMENAGEAR MINHAS AMIGAS, MINHA ELISA, SUGERINDO QUE PROCUREM VER O VÍDEO COM ESTE POEMA - ARCO-ÍRIS - MONTADO POR MINHA AMIGA E GRANDE POETA, A MINEIRA DE LAJINHA - ELIANE ALCÂNTARA. A HOMENAGEM QUE ELA ME PRESTA, EU A TRANSFIRO A VOCÊS POR ESTE 8 DE MARÇO.
Acessem o seguinte endereço: http://br.youtube.com/watch?v=V2rtnXb2Ebo
ARCO-ÍRIS
Olha, quando o arco-íris
Envolver-te o corpo molhado,
Lembra-te de que te amo!
Quando o arco-íris
Aquecer-te do frio do banho,
Lembra-te de que te amo!
Quando contemplares o arco-íris
Estendido em teu quintal,
Lembra-te de que te amo!
E de que, como ele,
Eu também quero -
Envolver-te o corpo molhado,
Aquecer-te do frio.
E quando contemplares suas cores,
Lembra-te de que eu também quero
Pôr, em tua face e em teu sorriso,
As cores da alegria e da esperança,
Da confiança e da crença,
Da felicidade e do AMOR.
(Poema de Francisco Dantas, Instantes Poéticos, 2006, p. 24)
TEMPO III
Se há mistério, eu não sei.
Onde pode haver mistério
Se o que restará serão cinzas
De um (ex-) corpo devorado
Por vermes e mentiras?
(Poema de Francisco Dantas, março de 2008)
VOLTEI DE "FÉRIAS", MAS, DE TANTA OCUPAÇÃO, ESTOU QUASE PEDINDO OUTRAS. SERIEDADE À PARTE, DESEJO A TODOS MUITA PAZ, MUITO FELICIDADE E A REALIZAÇÃO DOS MELHORES PROJETOS. VAI MAIS UM CURTINHO:
TEMPO II
Nem quero que me digam -
O melhor desta história
Não é o começo nem o fim,
Mas a surpresa que envolve
O mistério.
(Poema de Francisco Dantas, fevereiro de 2008)
MINHAS AMIGAS, MEUS AMIGOS, MUITO PRAZER EM ESTAR DE VOLTA. OBRIGADÍSSIMO A TODOS OS QUE ME DEIXARAM VOTOS DE BOAS FESTAS, DE FELICIDADE E COBRANÇAS DE UM BREVE RETORNO. SENTI BASTANTE EMOÇÃO AO LÊ-LOS. REALMENTE, MINHAS "FÉRIAS" FORAM LONGAS DEMAIS. MAS EU GOSTEI. NÃO SOU BAIANO NÃO, MAS RESPEITO TANTO O TRABALHO QUE PREFIRO DEIXÁ-LO INTACTO EM SEU CANTINHO (rsrsrs). MAIS UMA VEZ, SINTO-ME FELIZ EM ESTAR DE VOLTA AO BATENTE BLOGUEIRO E EM TÊ-LOS NO ACONCHEGO DE MINHA REDE, DIGO, DE MINHA "NET".
TEMPO I
Quando chegar minha hora,
Saberei soar o alarme
De que estarei partindo deste mundo.
Em busca de quê, eu não sei...
(Poema de Francisco Dantas, fevereiro de 2008)
Minhas amigas, meus amigos, eis que já estamos no último mês do ano. Dezembro, mês das Festas, mês do Natal, mês do Papai Noel, mês do Nascimento de Cristo. Mês dos anseios por um novo ano melhor. Se você é cristã ou cristão, convide para a sua ceia de Natal o motivo da Festa - Cristo. Ele se sentirá feliz por sentir-se lembrado. E nessa lembrança, não deixe de incluir nem que seja um pensamento, uma prece pelos pobres, pelos doentes, pelas vítimas de qualquer tipo de violência, pelos famintos de alimentos e de justiça. Se você não é cristã/cristão, mesmo assim, ao reunir a família e os amigos para uma confraternização, também não se esqueça de convidá-Lo. Ele se sentirá feliz de saber que você e os seus têm em seus corações verdadeiros sentimentos cristãos: amor ao próximo, desejos de paz, sentimentos de caridade para com os desvalidos, anseios de uma vida melhor, de um mundo melhor. Por isso, creio que 2007 não é para ser lamentado pelo que fizemos, mas pelo que deixamos de fazer. E como é o ano que termina, e não a vida, sustentemos o otimismo em um novo ano, durante o qual procuraremos repor o que deixamos de fazer neste; procuraremos fazer melhor o que, neste, fizemos mal feito; lutaremos para melhorar o mundo a partir das melhorias de nós mesmos.
Assim, desejo a todas e a todos um FELIZ NATAL e um FELIZ ANO-NOVO, prometendo que em janeiro estarei de volta.
O NATAL
O Natal vem aí, gente!
Se você acredita nELE,
Você se salvará.
Mas, se não acredita,
Não se preocupe,
ELE encontrará você
E o salvará.
Feliz Natal!
Feliz Ano-Novo!
A paz. o amor.
Olha a PAZ. gente!
Você. Deus. O outro.
O mundo. O silêncio!
Silêncio! O silêncio!
Da paz e do amor.
Olha o AMOR, gente!
São votos. São sonhos.
Desejos:
TUDO DE BOM!
(Poema de Francisco Dantas, Instantes Poéticos, 2006)
"A sua poesia é feita de sensibilidade, originalidade, ritmo gostoso e agrada plenamente. E os temas variados, desenvovidos com elegante sobriedade. (...) Que bom deve ser para você ter o dom da poesia, a capacidade de sentir e exprimir. Parabéns, meu amigo, continue a fruir esse dom. Sua poesia se destaca entre a pedante poesia concreta e a poesia simplória dos que querem forçar o grão poético em textos literários simplórios."
AH! A PALAVRA
Por que falhaste?
Por que tu me fizeste
Tão ansioso de tua palavra
Se não podias arcar
Com as conseqüências
De teu ato inconseqüentemente
Louco?
Para mim, a palavra é tudo -
De sangue e alma
O seu conteúdo é.
(Francisco Dantas. Instantes Poéticos, 2006, p. 18)
MARES
O mar
Mergulha em mim,
Cavando-me absmos,
Instituindo mistérios.
Contemplo-me,
E não me vejo!
O mar,
Paixão que perdi
Por não haver conseguido
Dominar os sítios
Mais recônditos
Dos enigmas
Que sou eu.
(Poema de Francisco Dantas, 2007)
INOCÊNCIA [II]
Um dia vi uma nuvem
Perseguindo outra nuvem
No céu da tua boca.
Era um céu ao alcance de minha boca.
E eu, como criança de ansiedade,
Invadi o céu da tua boca
E comi, todo contente, o algodão-doce
Que estava quentinho-quentinho
No céu da tua boca.
(Poema de Francisco Dantas. Instantes Poéticos, 2006, p. 23)
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